Todos os edifícios do concelho em 3D, pela época de construção e pelas histórias que guardam.
Inspirado em Paris, building by building e em LAYRS: Amsterdam. Em Amesterdão cada edifício tem o ano no cadastro (BAG). Em Portugal não há um registo público equivalente, por isso a época de cada edifício aqui é estimada de forma a bater certo com o Censos 2021.
1. Contornos dos edifícios: Overture Maps (OpenStreetMap e Microsoft), 95 293 polígonos com mais de 15 m² dentro do concelho.
2. Para cada uma das 1 979 subsecções estatísticas, o INE dá quantos edifícios foram construídos antes de 1945, em 1946–80, 1981–2000, 2001–10 e 2011–21.
3. Dentro de cada subsecção, os edifícios são ordenados pelo primeiro ano em que o satélite vê construção no local (World Settlement Footprint Evolution, anual 1985–2015; GHSL 1975 e 1980) e recebem as épocas por essa ordem. O total por subsecção coincide com o censo; a posição dentro dela é provável, não certa.
3b. Calibração com os alvarás de loteamento (GeoCascais, 1 514 alvarás): um edifício dentro de um loteamento não pode ser anterior ao alvará. Onde o satélite só diz "já existia em 1985", o ano do alvará (1960–1984) substitui a estimativa; áreas AUGI, cujos alvarás são de legalização, ficam de fora. A cartografia municipal de 2024 dá ainda o uso atual de 54 mil edifícios: indústria, armazéns, equipamentos e agricultura deixam de ser contados como edifícios de habitação.
4. O censo conta edifícios de habitação. Anexos, garagens e edifícios não residenciais (mais claros no mapa) recebem a época do satélite ou do vizinho mais próximo.
5. Edifícios com data documentada (camadas de histórias e património do Wikidata/SIPA) usam essa data e aparecem marcados como documentados.
Desde 16/10/2026 a altura de cada edifício vem do LiDAR da DGT (modelo digital de superfície a 50 cm, voo de 2024): mediana dos pontos dentro do contorno menos o percentil 10 do terreno num anel de 1 a 6 m à volta. Os pisos estimam-se por (altura − 1 m) / 3,1 m, calibrado para que a percentagem de edifícios com 3 ou mais pisos coincida com o censo (modelo 29 %, censo 30 %). Validação com a cartografia municipal de 2024 (cota de soleira, beiral e topo de 54 mil edifícios): correlação 0,87 com a altura do beiral, mediana do LiDAR 1,3 m acima do beiral, como se espera de um telhado. Onde o LiDAR falha, usa-se a altura oficial do beiral. Quando o OpenStreetMap tem pisos ou altura, usa-se esse valor. Nos restantes, cada subsecção tem do censo o número de edifícios com 1–2 e com 3 ou mais pisos; os maiores recebem 3+ e a altura é estimada pela área.
Rede do OpenStreetMap via Overture Maps. Datas documentadas: Linha de Cascais 1889, Estrada Marginal c. 1940, A5 até Cascais 1991, A16 2009; estradas nacionais antigas (N247, N9) já existiam antes de 1945. As restantes ruas recebem o ano dos edifícios mais antigos a menos de 35 m (percentil 10), ou o ano em que o satélite vê construção no local.
PDM: Carta do Regime de Uso do Solo de Cascais (DGT, PDM em vigor desde 20/10/2023) e Regulamento do PDM republicado pela Câmara. Acessibilidade: tempos a pé (4,8 km/h) pela rede de ruas e caminhos do OpenStreetMap até à escola, paragem ou estação mais próxima; escolas e estações dos dados abertos da Câmara de Cascais; frequências dos horários MobiCascais (GTFS, quarta-feira 21/10/2026, 7–9 h). As percentagens ponderam a população do Censos 2021 repartida pelos edifícios de cada subsecção.
Copa das árvores medida no LiDAR da DGT (MDS 50 cm, 2024): pontos mais de 3 m acima do terreno local (percentil 5 em blocos de 10 m) e fora dos edifícios; árvores individuais = máximos locais da altura da copa (≥ 4 m, janela de 4,5 m). Regra 3-30-300 (Konijnendijk, 2021/2023): 3 = pelo menos 3 árvores a 15 m do edifício (LiDAR mais árvores jovens do inventário municipal); 30 = copa num círculo de 250 m; 300 = espaço verde público ≥ 0,5 ha a ≤ 300 m a pé. Comparação com Nieuwenhuijsen et al. (2022), Barcelona.
Uma troca de modo: tempo porta a porta até ao Cais do Sodré (dia útil 7–9 h) a pé, de autocarro ou de bicicleta até ao comboio, com horários CP e MobiCascais (GTFS), comparado com o carro em hora de ponta. Tráfego: modelo de afetação das viagens de carro dos residentes (não são contagens). Estacionamento: casas sem lugar próprio (Censos 2021) face aos lugares públicos da Câmara. Energia: telhados úteis medidos no LiDAR, produção solar e consumo doméstico estimados. Meta 2030: metas do PDU, do Plano de Ação Climática e da Estratégia Local de Habitação, ao lado dos indicadores deste mapa. Lentes fixadas (📌) mantêm as suas camadas e podem filtrar os edifícios de outra lente.
Terrenos livres: solo urbano edificável do PDM sem edifícios a menos de 12 m, sem vias, jardins tratados nem usos instalados (COS 2023), em manchas de pelo menos 1000 m², cruzados com REN, RAN, áreas protegidas, património, servidões, perigosidade de incêndio, cheia estimada e declive superior a 25 %. Capacidade: área × índice de edificabilidade da categoria do PDM, comparada com a área construída medida no LiDAR (implantação × pisos). Valores teóricos de referência.
Terreno a 5 m derivado do LiDAR (percentil 5 dos pontos fora dos edifícios em blocos de 5 m, limitado pelo mínimo da vizinhança). Cheias: terreno ligado à ribeira e até 2 m ou 4 m acima do leito mais próximo (cota mínima a 15 m do eixo). Mar: terreno ligado ao mar abaixo de 3 m e 4 m, e faixa de galgamento (60 m, ≤ 7 m). Estimativas topográficas; as cartas oficiais estão no Dossiê de Suscetibilidade da Câmara (2015) e na carta de cheias do INAG.
Desde 16/10/2026 as lentes Água, Tsunami e Solo usam as cartas oficiais do PDM de Cascais (suscetibilidade a cheias, tsunami, galgamento, arribas, vertentes e sismo; domínio hídrico; UOPG, planos de pormenor, unidades de execução, loteamentos, zona de pressão urbanística), o mapa de ruído municipal (2010), a carta de perigosidade de incêndio e os registos de ocorrências da Proteção Civil, todos obtidos do serviço WFS público do GeoCascais (geocascais.cascais.pt). As estimativas anteriores mantêm-se como modos secundários. Parcelas: cadastro predial da DGT. Serviços: equipamentos do GeoCascais a distância a pé pela rede. Alojamento local: registo municipal. Preços e rendas: INE, estatísticas de preços da habitação ao nível local. Censos 2011: subsecções de 2011 (GeoCascais) interpoladas pela área. Calor: Landsat 8/9 Collection 2 Level-2, temperatura de superfície, mediana de verão 2023–2025 (Microsoft Planetary Computer). Alturas: a cartografia municipal de 2024 dá a altura de 54 mil edifícios; a correlação com o LiDAR é 0,90 e o desvio mediano 1 m. Cenários: recálculo dos modelos das lentes com a rede TPSP e as ciclovias propostas no PDM, o fecho das ruas escolares candidatas e parques nos terrenos livres.
Na versão publicada em claude.ai, o botão «Perguntar ao mapa» abre um assistente que responde com cálculos sobre os dados deste mapa: conta edifícios e residentes que cumprem qualquer combinação de condições (cerca de 50 atributos por edifício), resume distâncias e tempos, realça o resultado no mapa, simula um serviço novo ou procura os melhores locais para o colocar, e lê a ficha de uma morada. Os números vêm sempre destas funções, não da memória do modelo; os cenários são de ordem de grandeza. Usa a conta Claude de quem consulta.
Tsunami: cenários de cota (5, 10 e 15 m) sobre o terreno do LiDAR da DGT; tempo a pé a 1 m/s até à cota segura mais próxima (+2 m) ou a um dos 24 pontos de encontro da Câmara. Não substitui a carta oficial de inundação, que não está publicada. Ruas escolares: caminho a pé mais curto de cada edifício até à escola pública do nível, com os alunos estimados pelo Censos 2021; as ruas candidatas cruzam esse fluxo com o tipo de via junto às escolas.
INE, BGRI 2021 e Censos 2021 · Overture Maps Foundation (release 2026-09-23), dados OpenStreetMap (ODbL) e Microsoft ML Buildings · DLR, World Settlement Footprint Evolution · JRC, GHSL GHS-BUILT-S R2023A · Wikidata e SIPA · Wikipédia · Câmara Municipal de Cascais (roteiros de património e arquitetura de veraneio, GeoCascais WFS, dados abertos) · DGT (CRUS, REN, RAN, COS 2023, cadastro, LiDAR) · INE · APA · CP e MobiCascais (GTFS) · USGS/NASA Landsat via Microsoft Planetary Computer · fontes indicadas em cada história.
Projeto não comercial. Uma data documentada errada ou uma história que falta? A camada é um ficheiro de dados simples e pode crescer.
António Aguiar Costa · aguiar.costa@gmail.com